Escorpiões: para combater é preciso entender

Como se não bastassem as baratas, ratos e aranhas aterrorizando os condôminos, há locais em Brasília que aparecem escorpiões pondo em risco a saúde de todos. Pouco sabe-se como combater de maneira eficiente este peçonhento, os estudos e a ciência estão pouco avançados neste tema. Por outro lado, o síndico é desafiado severamente a combater o tão temido peçonhento, obrigando-o a tomar medidas extremas. Para dificultar ainda mais esta tarefa, os escorpiões podem passar até 30 segundos sem respirar e um ano sem se alimentar.

 

Este assunto foi tema de grande preocupação no grupo do WhatsApp do Síndicos de Brasília. Para não aplicar soluções ineficientes e nem ser pego despreparado, o síndico precisa entender a peste e as medidas cabíveis e eficientes. Compartilhando sua experiência, contamos com a colaboração do Marco Ciciliati, vice-prefeito da SQN 214, que compartilhou uma série de informações relevantes sobre o tema, os quais expomos nesta matéria.

Historicamente usava-se venenos comuns para a praga, o que não resolvia pois os escorpiões possuem quimioceptores que detectam a presença de qualquer agente químico no ambiente.Na parte debaixo do animal, junto com a boca, existe uma espécie de vassourinha chamada tricobótrias, formada por cerdas especiais que possuem a função de detectar a presença de alimento e qualquer outro obstáculo no solo. Também detectam os agentes químicos e desviam destes quando percebidos.

O pior prejuízo de uma tentativa mal sucedida de dedetização não é necessariamente sua ineficiência; é a possibilidade de dissipação dos escorpiões, podendo avançar para as unidades autônomas, por exemplo.

Ainda não está definida de forma convincente a participação de produtos químicos no controle escorpionico. Existem 8 inseticidas comerciais registrados no ministério público para controle químico de escorpiões e uma grande discussão no âmbito técnico-científico sobre a utilidade destas ferramentas, alinhada pela falta de consenso nos critérios laboratoriais e de campo, para avaliação da eficácia dos princípios ativos e metodologias de aplicação.

A solução mais avançada:
Recentemente foi lançado, após pesquisas, um veneno micro-encapsulado para combate dos escorpiões. O funcionamento dele ocorre da seguinte forma: o principio ativo (veneno) fica dentro da micro-capsula. A capsula, quando pulverizada com agua, fica no ambiente sem ser percebida, pois não possui cheiro. O escorpião, ao passar pelo local onde existe o veneno, acaba ingerindo as micro-capsulas, as quais ficam aderidas nas cerdas e quando o animal se alimenta, acaba por ingerir junto o veneno. Uma vez ingerida, a micro-capsula se rompe e mata o escorpião.

O processo de aplicação do veneno que é o segredo: o micro-encapsulado, se misturado com outros venenos, perde seu efeito, uma vez que outros agentes químicos sao percebidos pelo escorpião o qual desvia do local onde estão presentes.
Por isso o micro-encapsulado precisa ser aplicado corretamente. Se misturado com outros produtos ou feito em conjunto com outras dedetizacoes, não terá o efeito esperado.

O veneno:
Existem dois micro-encapsulados que estão avançados no combate: o Deltek 2,5 ME da Rogama, composto pela Deltametrina e o Demand CS 2,5 da Syngenta, composto pela Lambdacialotrina. Ambos são vendidos apenas para empresas dedetizadoras e devem ser aplicados apenas por empresas capacitadas. Os resultados, de acordo com as pesquisas, chegam a 98,6% na redução após 60 dias da aplicação.

Detalhe: esse veneno é aplicado dentro dos PVs, na rede de esgoto, através da termonebulização. Deve ser reaplicado a cada 3 meses dependendo da infestação O protocolo inicial é aplicação+reforço em 15 dias e manutenção de 3 em 3 meses.

É bom isolar a área da aplicação de animais e crianças. Recomenda-se também alertar a vigilância ambiental. Alertar e conscientizar os condôminos também são as medidas fundamentais para o combate.

Esta solução é a mais avançada e tem se mostrado a mais eficiente, porém por ser nova, poucas empresas estão capacitadas para aplicá-la adequadamente.

 

Além do veneno, existem as famosas “medidas auxiliares”, que ajudam a evitar escorpiões:

  • proteger os ralos e tubulações;
  • manter os playgrounds, quadras esportivas e jardins sempre limpos e com manutenção em dia;
  • combater insetos, nas áreas comuns e nas unidades autônomas, que servem de alimento aos escorpiões;
  • aves, como galinhas e siriemas, comem escorpiões. Pode ser uma medida radical, mas reduz a chance da praga;
  • há rumores que jogar água quente com vinagre ou água quente com água sanitária em todos os ralos, pelo menos uma vez por semana, é uma pratica capaz de espantar escorpiões.

Leia também o Manual de Controle de Escorpiões, do Ministério da Saúde, Manual de combate ao Escorpião.

E você, qual medida usa ou conhece para combater este aracnídeo? Comente e compartilhe conosco!

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