Obras durante a pandemia

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Conviver com o martelar de obras e reformas não é tarefa fácil em nenhuma época do ano, mas em tempos de isolamento social para os que podem ficar em casa, a situação pode ser ainda pior.

Afinal, a recomendação de recolhimento residencial durante a pandemia do novo coronavírus levou muitas pessoas a não só fazer home office, mas também administrar outras tarefas domésticas e a rotina com a família.

Mas o que fazer quando uma obra já havia começado, ou estava agendada para o período da quarentena? E aquelas reconstruções emergenciais? Há mudança nas regras?

Neste momento, dizem especialistas, o ideal é que as reformas não essenciais ao funcionamento do apartamento ou do prédio sejam interrompidas

O QUE PODE SER FEITO

  • Obras emergenciais que, caso não sejam feitas, podem gerar um prejuízo ainda maior
  • Reparos de problemas que possam colocar em risco a segurança dos condôminos

O QUE NÃO PODE SER FEITO

  • Obras que não são essenciais
  • Aquilo que pode ser adiado, como uma troca de pisos ou reforma estética

POR QUE HÁ RESTRIÇÕES?

  • É uma situação de calamidade pública, assim, a saúde coletiva deve ser priorizada em vez do interesse individual
  • É necessário seguir as orientações das autoridades de saúde

AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA OBRA

  • Com o distanciamento social, há muitas pessoas dentro dos apartamentos
  • O barulho da obra pode causar transtornos e atrapalhar as atividades dos demais
  • Obras geram sujeira, isso pode sobrecarregar os funcionários do condomínio que já precisam reforçar a limpeza
  • Entrega de material de construção e deslocamento do prestador de serviço são mais difíceis em uma pandemia
  • O trânsito de não moradores dentro do condomínio também pode causar riscos

COMO LIDAR COM OBRA EM ANDAMENTO

  • Síndico pode reunir o conselho e criar regras para este momento
  • Pense em horários reduzidos
  • Verifique se os trabalhadores não estão no grupo de risco da Covid-19
  • Limite o número de funcionários para o mínimo possível
  • Todos devem utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs)

QUEM DECIDE

  • O síndico avalia o que precisa ou não ser feito nas áreas comuns
  • Pode tomar decisões de acordo com o conselho e departamento jurídico
  • Dentro das unidades é necessário ter bom senso

PENAS

  • Caso o síndico avalie que a obra deve parar, ele pode advertir o morador. Persistindo o problema, ele pode ser multado ou em último caso ser acionado na Justiça

DIÁLOGO

  • Procure o síndico ou o vizinho para entender os pontos de vista
  • O ideal é que as duas partes busquem negociar e ceder para conseguir um acordo
  • Se o barulho da obra atrapalhar a reunião do trabalho, pergunte se aquela etapa pode ser feita em um outro horário

AÇÕES JUDICIAIS

  • Tanto o condomínio quanto os moradores podem entrar na Justiça
  • Para isso, é necessário apresentar provas dos seus argumentos
  • Quem se sente incomodado com uma obra, pode colher depoimentos dos vizinhos e fazer vídeos
  • Quem teve a obra bloqueada precisa reunir documentos para mostrar a regularidade, viabilidade e importância

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