Seu condomínio está preparado para segunda onda da covid-19?

quarta-feira, 3 de março de 2021

Como previsto, a segunda onda da covid-19 veio com força total após as festas de final de ano.

Superada a triste marca de 200 mil mortes e 8 milhões de casos de coronavírus, protocolos e medidas que minimizam o contágio são mais do que necessários e os condomínios têm um papel importante para conter surtos da doença em suas comunidades.

Será que o seu condomínio está pronto para encarar a segunda onda, que já está batendo à porta?

Para te ajudar a fazer essa verificação, preparamos um checklist para você conferir as condições do seu condomínio e tomar todas as providências.

Vamos lá? Verifique se os itens abaixo estão em ordem no seu condomínio. 

Assembleia virtual é a opção mais segura

A forma mais segura de se realizar assembleias na pandemia tem sido a assembleia virtual: sem aglomeração e risco de contágio. A modalidade foi impulsionada pela Lei 14.010/2020, que a autoriza em caráter emergencial. Uma nova temporada de assembleias já começou. Atenção: 

  • checar se a Convenção do seu condomínio não proibe a modalidade. Há um entendimento no meio jurídico de que não é necessária previsão de assembleia virtual no documento
  • conferir se assembleia virtual é viável a todos os condôminos 
  • providenciar tecnologia de assembleia virtual. Muitas administradoras já possuem
  • condôminos preferem modelo híbrido? Planejar-se com administradora
  • enviar com antecedência pauta completa, previsão orçamentárias e materiais complementares para estudo prévio e reunião rápida
  • condôminos pouco familiarizados com tecnologia? Enviar tutoriais e agendar treinamento prévio

Áreas de lazer

Cada condomínio, uma realidade diferente. Gestores e condôminos devem avaliar riscos e fazer adaptações no uso das áreas de lazer, conciliando prevenção e atendimento às necessidades de moradores.

  • monitoramento e cumprimento de leis e decretos locais
  • elaboração de protocolos de uso de cada área de lazer, como:
    • rodízio de uso de áreas
    • agendamento prévio
    • limitação do número de pessoas
    • limpeza mais frequente 
  • estabelecimento de regras transitórias gerais para o condomínio
  • divulgação ampla destes documentos à massa condominial e funcionários
  • sinalização com placas/informes dos protocolos em cada área
  • limpeza dos espaços: pela equipe, seguindo rotina e horários estabelecidos, e também pelos moradores antes do uso de equipamentos
  • manter fechadas áreas que não apresentam condições seguras de uso, como brinquedotecas e saunas
  • avaliar uso de espaços de socialização, para evitar aglomeração e trânsito de pessoas externas à comunidade, como salão de festas e churrasqueira. A boa prática tem sido liberar apenas para as pessoas da mesma unidade 

Comunicação e orientação a condôminos e moradores

A pandemia trouxe mudanças profundas na vida em condomínio, impactando comportamentos, hábitos, uso e jeito de morar. Novos decretos regras precisam ser divulgados:  

  • novos regramentos (internos ou governamentais) devem ser informados pelos meios oficiais 
  • comunicados de conscientização e boas práticas: publicação planejada e periódica
  • estimular moradores a reportar ao síndico ou administração em caso de infecção para apoio e providências

Comunidade: estímulo à empatia e rede de apoio 

A pandemia trouxe uma oportunidade para fortalecer e estimular o espírito de comunidade e coletividade que potencialmente todo condomínio tem.

  • formar rede de apoio para quem precisa: grupo de risco, pessoas infectadas (levar entregas até a porta), solitários precisando conversar
  • divulgar “classificados” locais por meio de plataformas ou mural: oferta e procura por serviços e produtos fornecidos por moradores 
  • cocriação de soluções com moradores para problemas do condomínio
  • criar regras para horários de barulho: reformas, instalação de equipamentos, mudanças
  • estabelecer plantão na agenda do síndico para ouvir moradores
  • ter protocolo para gestão de conflitos entre vizinhos: estímulo a conversas empáticas, adoção da Comunicação Não-Violenta, mediação profissional

Áreas comuns

Halls sociais, áreas de acesso, corredores de andares, garagens e demais espaços de grande circulação de moradores, funcionários, visitantes etc demandam itens essenciais: 

  • dispensers ou totens de álcool em gel em pontos estratégicos
  • tapetes sanitizantes nos principais acessos
  • placas informativas sobre uso de máscara e distanciamento social 
  • marcação no piso de distanciamento: recepção, guarita/portaria, elevadores

Limpeza

As rotinas de limpeza passaram a ser mais intensas e frequentes em algumas áreas do condomínio e gestores devem estabelecer protocolos de acordo com perfil do local:  

  • criação de roteiro e periodicidade na limpeza das áreas e superfícies mais acessadas, como:
    • elevadores
    • portas
    • maçanetas
    • interruptores
    • interfones
    • bancadas de trabalho de funcionários 
  • resíduos: disponibilizar contêineres/latões adequados ao volume maior, principalmente de lixo reciclável
  • desinfecção de ambientes com pulverizadores ou empresa especializada, a depender do volume de circulação ou casos confirmados de covid-19 
  • estoque de três meses de produtos de limpeza e insumos mais usados, tais como:
    • refil de álcool em gel
    • álcool 70%
    • desinfetante
    • panos
    • luvas
    • propé (sapatilhas descartáveis para calçados)
    • papel toalha
  • EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) para equipe de limpeza: luvas e botas específicas, óculos, uniforme, face shield etc

Segurança e controle de acesso 

O uso de máscara facial tornou ainda mais desafiador identificar as pessoas, o que é um prato cheio para golpistas. Estranhos devem passar pelo controle de acesso para entrar.  

  • biometria: limpeza do equipamento ou troca por reconhecimento facial
  • controle de acesso visitantes/moradores: porteiro deve pedir para remover máscara para identificação completa, fotografar etc e dar baixa na saída
  • revisão e atualização de protocolos de segurança e novos golpes junto à equipe de colaboradores e moradores

Funcionários do condomínio

São os colaboradores que estão na linha de frente fazendo o condomínio rodar em meio à pandemia. Precisam de condições sanitárias e de segurança para o bom desempenho das funções:   

  • providenciar kits de máscaras suficientes para uso diário  
  • providenciar EPI’s ao auxiliar de serviços gerais, faxineiro e manutencistas (óculos, luvas, máscaras, botas)
  • revisar constantemente protocolos de higienização de estação de trabalho (porteiros) na troca de turno
  • ter plano de contingência caso haja baixa de funcionários por covid-19 (escalas, terceirização, acesso alternativo de moradores)   

Encomendas, correspondências e delivery

Aumentou drasticamente o volume de e-commerce, cartas e delivery durante a pandemia. Condomínios devem se adaptar para o fluxo seguro dos itens dentro do empreendimento:

  • estabelecer regras claras na gestão de encomendas e correspondências no regulamento interno
  • orientar moradores a retirar encomendas diretamente com entregador, sempre que possível. Isso evita manuseio excessivo (risco de contaminação) e acúmulo na guarita ou depósito
  • avaliar instalação de armários inteligentes (lockers) para encomendas e delivery
  • condomínios de grande porte: avaliar contratação de funcionário dedicado à atividade ou de logística externa para gestão
  • adotar tecnologia para registrar e emitir notificação de chegada de encomenda
  • encomendas recebidas por funcionários: retirada mediante assinatura de protocolo
  • encomendas de grande porte devem sempre ser recebidas pelo morador

Fonte: SindicoNet

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